13ª Etapa Mbeya (Tanzânia) – Chipoka (Malawi)

13ª Etapa Mbeya – Chipoka (Malawi)

Após uma temporada de férias na Tanzânia, os nossos aventureiros Just4Fun exploram agora o último país antes da entrada em Moçambique. Este interregno de mais de 5 meses na PVTA, serviu para descansar os pedais, lubrificar os elos da corrente e confraternizar também com as gentes locais. A PVTA entra assim na recta final, ainda dentro do objectivo inicial de chegar a Nampula antes do final deste ano. Durante esta fase de menor actividade do grupo, as comunicações resumiram-se ao essencial, apenas para tomar conhecimento do estado de saúde dos nossos amigos.

Arraiais levantados da Tanzânia e o próximo destino do grupo era mais um país da África Oriental, desta feita o Malawi. O Malawi, é limitado a norte e a nordeste com a Tanzânia, ao sul, este e sudoeste com Moçambique e a oeste com a Zâmbia. Desde o tempo colonial, que este território é conhecido por nomes relacionados com o grande lago que o limita a oriente. Parte da região oriental do país, é banhado pelo Lago Niassa que na língua inglesa é conhecido como Lago Malawi. Esta palavra significa, em língua cinyanja, o nascer-do-sol, tal como está representado na bandeira, visto que, estando a ocidente do lago, é dessa forma que os malawianos vêem nascer o dia. O traço mais marcante da sua geografia é o lago Malawi ou Niassa, terceiro mais extenso de África, que ocupa cerca de um quarto do país, com aproximadamente 31 000 km², dividindo-o com Moçambique e fazendo a fronteira com a Tanzânia.

Esquerda: Nascer do Sol sobre o lago MalaWi Centro: Lago Malawi visto do céu Direita: Kaya-Mawa lodge

O percurso tomado pelos ciclistas, foi um percurso sempre junto ao grande lago, permitindo pedaladas de grande beleza. Atentos para o facto de este país conter uma variedade surpreendente de animais, as cautelas do grupo foram redobradas no sentido de evitar qualquer surpresa, contudo, a peripécia mais perigosa que os Funner’s verificaram, desde que saíram de Lisboa, viria a ocorrer precisamente na noite em que o grupo acampou junto ao lago, nas imediações da cidade de Chipoka, cidade situada no distrito de Salima. Nesse final de dia, o grupo foi surpreendido pelo cair da noite e montou as tendas junto ao lago, de forma a também poder contemplar o nascer do Sol na manhã seguinte, tentando assim perceber a motivação do povo para dar o nome “nascer do sol” a este país. Nessa noite, o grupo viveu provavelmente as sensações que exploradores como Livingstone, viveram nesta região. Com a disposição das tendas montadas em meio circulo, o grupo fez uma fogueira e enquanto se aquecia na fresca noite, aproveitou para assar um peixinho que NC conseguiu pescar no lago. Alguns ruídos estranhos ecoavam aqui e ali e com medo de atrair a bicharada, decidiram apagar o fogo e recolher às tendas. Bom, mas o melhor será mesmo ler o que TA nos relatou esta manhã. O texto não está fiel às suas palavras, uma vez que TA tinha ainda muita dificuldade em articular duas palavras seguidas sem gaguejar, devido ao grande susto que teve mas a ideia esta lá…

Esquerda: Pedaladas na margem do lago MalaWi  Direita: Acampamento Just4Fun no lago Malawi

“Após aquele que considero ter sido o melhor fim de dia que tive nesta PVTA, por toda a envolvência do espaço selvagem, a união do grupo em torno de uma fogueira, a refeição quente que NC nos proporcionou ao conseguir pescar peixe para todos… enfim, creio que cada um de nós terá sentido um bocadinho a sensação de ser um explorador na verdadeira ascensão da palavra. Para mim, ter-me-ia bastado esse final de dia para jamais esquecer este momento mas não, teve de me acontecer algo mais sério para apimentar esta experiência e deixar as suas marcas… pois é disso mesmo que se trata, marcas. Passo a explicar. Após uma noite bem descansada e bem dormida, apesar dos inúmeros sons que se ouviam lá fora, acordei aos primeiros raios de Sol para desfrutar do seu nascer sobre o lago e quando abro o fecho da tenda dou de caras com um enorme crocodilo! Nesse instante, estarrecido, gritei por socorro, grito esse que parece ter derpertado a ira do animal, fazendo-o abrir as enormes mandíbulas e mostrando-me todos os seus afiados dentes. Morri de medo!! Prestes a entrar para aquele horrendo saco cama género Lacoste, num gesto irracional e numa tentativa de retardar o inevitável, saltei para trás, encostando-me ao fundo da minha tenda. Nesse movimento instintivo, pontapeei violentamente a minha bicicleta que deitara aos pés da tenda, no momento em que o animal avançava de boca aberta para mim. Num rasgo de grande sorte, a minha bicicleta ficou a bloquear a boca do animal enquanto este se abanava violentamente para um lado e para outro, tentado livrar-se daquele monte de ferros. Nisto, consigo fugir da tenda e ir para junto dos meus companheiros, que entretanto faziam apostas e assistiam assustados lá fora. Com tanta agitação, a bicicleta acaba por sair disparada da boca daquele bicho enorme, sobrevoando todas as nossas tendas e indo parar… dentro de água. Precisamente o local, para onde o crocodilo se dirigia, após ter chicoteado violentamente a minha tenda com a sua poderosa cauda.”

Jacaré com bike do TA

Visivelmente transtornado, TA passou o telefone a NC que termina a comunicação, explicando que só conseguiram recuperar a bicicleta algumas horas depois, por intermédio da sua cana de pesca improvisada na noite anterior quando apanhou o peixe. Antes de desligar, NC ainda nos disse que apesar do sucedido à bicicleta e embora bastante mal tratada, esta terá aparentemente condições para continuar. Tudo está bem quando acaba bem e por todos os perigos vividos inocentemente pelo grupo, tudo acabou por não passar de um gigantesco susto.

Calculo que depois disto, o grupo tenha montado nas suas bicicletas e pedalado, rapidamente, em direcção a Moçambique.

Passaram 12 meses, e os nossos companheiros preparam-se agora para deixar para trás o 12º país desta PVTA. Nesta 13ª etapa, foram percorridos 752,5km, sendo o acumulado desde a saída de Lisboa de 11.666,3Km.

Progressão ao fim da 13ª Etapa PVTA

Esta aventura aproxima-se do fim mas ainda não terminou. Estamos convosco Amigos!

Até breve!

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 Malawi

Demografia: Com 9 grupos étnicos, dados de 2008 indicam que vivem no Malawi mais de 14 milhões de pessoas em que apenas 3% da população está na faixa etária acima dos 65 anos.

Economia: O Malawi é um país subdesenvolvido que depende fundamentalmente da agricultura. Tem uma extensão de 11,8 milhões de hectares mas só 40% são cultiváveis. A agricultura representa 42% do PIB e 80% das exportações, sobretudo tabaco e chá. Mais de 85% da população vive no campo. De acordo com o relatório de 2005 do FMI, o Malawi é o país mais pobre do mundo.

Capital: Lilongwe, é desde 1975, a capital do Malawi, localizada na zona centro-sul deste que é um dos países com pior qualidade de vida do continente africano. Conhecida como uma “capital dormitório”, desde Janeiro de 1975, Lilongwe evoluiu para uma capital completa, quando o recém-eleito presidente Bingu Wa Mutharika exigiu que todos os escritórios do governo se mudassem para Lilongwe após as eleições presidenciais e parlamentares de Maio de 2004. Lilongwe é actualmente o centro político do Malawi, mas Blantyre continua a ser a capital económica.

Lilongwe – Capital do Malawi

Religião: A população do Malawi é maioritariamente cristã (80%). 13% da população é seguidora do cristianismo e a restante percentagem da população segue religiões tradicionais africanas.

Língua: O cinianja, falada por mais de 9 milhões de pessoas, é a língua nacional (o inglês é a oficial) da república do Malawi (sob o nome de chichewa), uma das sete línguas africanas oficiais. Também é falada em Moçambique, especialmente nas províncias do Niassa e de Tete, tal como no Zimbabué onde, segundo algumas estimativas, é a terceira língua africana mais falada.

Clima: O clima é tropical na região central até o norte, com uma temperatura média anual de 30 °C, e mais ameno (clima temperado) ao sul, sob influência das correntes de ar frio (no inverno) do sul do continente africano, com estações do ano mais bem definidas que o centro-norte.

Moeda: O Kwacha malawiana (MWK, sigla internacional) é a moeda oficial do Malawi desde 1971, altura em que substituiu a libra malawiana a uma taxa de 2 kwacha = 1 libra. Divide-se em 100 tambala. (1 Euro = 227,27 kwachas do Malawi, em 08/11/2011)

Locais de interesse

O relevo varia entre as planícies do rio Shire, que origina-se no Lago Niassa e desagua no rio Zambezi, já em território moçambicano, e planaltos desde a fronteira ocidental com a Zâmbia às proximidades da margem ocidental do Lago Niassa. Uma cadeia montanhosa estende-se de norte ao centro-oeste do país, com elevações entre 1000 e 2000 metros, que correspondem às montanhas que seguem o Vale do Rift da África Oriental. Na porção sudeste do país, a leste do vale do rio Shire, ergue-se o maciço de Mulanje (também pertencente às cadeias marginais do Vale do Rift) com o pico Sapitwa que, com 3002 m. de altitude, é o ponto mais elevado do país.

Lago Niassa ou Lago Malawi é um dos Grandes Lagos Africanos e está localizado no Vale do Rift, entre o Malawi, a Tanzânia e Moçambique. Com uma orientação norte-sul, o lago tem 560 km de comprimento, 80 km de largura máxima e uma profundidade máxima de 700 m.É um lago único no mundo, com cerca de 400 espécies de ciclídeos (família de peixes de água doce) descritas endémicas (cerca de 30% de todos os ciclídeos conhecidos no mundo) e provavelmente muitas ainda por descrever. Estima-se que tenha uma idade entre um e dois milhões de anos. O nível da água varia com as estações do ano e tem ainda um ciclo de longa duração, com os níveis mais altos em anos recentes, desde que existem registos. O Parque Nacional do Lago Malawi, no sul do Malawi, abrangendo a extremidade sul do lago, uma dúzia de ilhas, uma região de reserva florestal e uma zona aquática até 100m da costa foi inscrito pela UNESCO, em 1984, na lista dos locais que são Património da Humanidade.

Fauna: Para um país pequeno, o Malawi tem uma variedade de animais surpreendente. A sua situação geográfica permite-lhe ter animais das regiões central, sul e este de África. Muitos dos maiores animais podem ser encontrados na vida selvagem, parque e reservas. Liwonde National Park, é o lar de grandes manadas de elefantes e antílopes. Também se pode encontrar hipopótamos e crocodilos e mais raramente, rinocerontes. Os leões podem ser vistos em Nkhotakota Wildlife Reserve e as zebras podem ser vistas em Kasungu National Park.

Esquerda: Liwonde National Park Centro:Nkhotakota Wildwife Reserve Direita : Kansungu National Park

Chipoka: Chipoka é uma cidade situada no distrito de Salima Região Central, no Malawi. É um dos principais portos no Lago Malawi.

Chipoka: um dos principais portos no Lago Malawi
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12ª Etapa Kampala (Uganda) – Mbeya (Tanzânia)

12ª Etapa Kampala – Mbeya (Tanzânia)

 

E eis-nos chegados ao berço da Humanidade – Tanzânia”. Foi esta a primeira frase do grupo na sua habitual comunicação, agora que está cumprida a 12ª etapa PVTA.

Inicialmente colónia Alemã e depois colónia Britânica, só em 1964 surgiu como nação, pouco depois da independência da Tanganica e Zanzibar que se fundiram para criar a Tanzânia.

A Tanzânia é o lar de alguns dos mais antigos vestígios humanos, com fósseis dos primeiros seres humanos e com as pegadas mais antigas alguma vez conhecidas, tudo vestígios encontrados próximos da Garganta de Olduvai, no norte do país. Há milhões de anos, este local era ocupado por um grande lago, cujas margens foram cobertas com depósitos sucessivos de cinzas vulcânicas. Há 500 000 anos, a actividade sísmica produziu uma modificação da rede fluvial, drenando o lago e começando a erodir os sedimentos.

Com uma dimensão de 945 mil km2, comparável à dimensão da Nigéria, a Tanzânia possui o pico mais alto – Monte Kilimanjaro, o maior lago – Lago Vitória e o lago mais profundo de África – Lago Tanganica, conhecido também pelas suas espécies únicas de peixe. Este país possui também importantes parques de fauna silvestre, como a famosa Cratera Ngorongoro no Parque Nacional de Serengueti, a norte do território. As quedas da catarata de Kalambo, a sudoeste da Tanzânia e localizadas perto da extremidade sul do Lago Tanganica, são também um dos destinos turísticos deste país.

Esquerda: Monte Kilimanjaro Centro: Lago Vitória Direita: Lago Tanganica

Esta etapa podia ter tido consequências maiores para um dos Funners mas, felizmente, tudo acabou apenas com algumas escoriações. Bom, pelo menos bem para a EN porque para o felino… este ainda deve andar fugido por esta altura. Esta aventura é-nos relatada na 1ª pessoa, EN, que nos contou, na comunicação do grupo, todos os pormenores vividos em pleno Parque Nacional de Serengueti:

Parque Nacional de Serengueti

“Passar despercebida tem sido, até hoje, o meu lema e o que me tem poupado a algumas peripécias mas desta feita, o meu ‘disfarce’ ia-me saindo muito caro. Hoje, acordámos especialmente cedo pois queríamos chegar ao ponto de controlo antes do anoitecer. A Tanzânia é um país fabuloso mas tem uma fauna tão vasta que nos obriga a cuidados redobrados e, nestas circunstâncias, pedalar de dia é mais seguro. Bom, pelo menos assim pensava eu. Hoje, entrámos no Parque Nacional do Serengueti e às tantas dei por mim a pedalar no seio de um grupo de gazelas. Estavam ali mesmo ao meu lado e quase que lhes podia tocar. Poucos metros afastados, pedalava o resto do grupo comentando e fotografando o cenário em que me envolvera. No meio delas sentia-me mais ‘uma’, e como tal, protegida dos demais animais. De repente, as gazelas começaram a correr e eu vejo-me ultrapassada por todas elas, ficando para trás juntamente com uma cria que, muito assustada, não conseguia acompanhar a progenitora. Nisto olho para trás e avisto um leão em perseguição…”

Leão em perseguição…

“ Borrada de medo, pedalei cada vez mais rápido, enquanto o grupo gritava para eu me afastar da cria e dirigir-me para junto deles, só que não tive tempo e o leão, com uma sapatada na minha bicicleta, atirou-me violentamente ao chão. Ninguém toca na minha Specialized, muito menos daquela maneira! Ainda para mais, aquela sapatada, com aquelas garras teria, certamente, riscado o meu lindo quadro. Já sabem como são as mulheres quando se enfurecem e como lutam umas contras as outras, certo? Não sei como tive coragem mas em 3 tempos arrumei o gatinho mau. Primeiro puxei-lhe os cabelos, que é como quem diz, atirei as mãos à sua juba. Depois, com um violento pontapé na parte sensível do felino, consegui pô-lo a rugir mais fininho. E para rematar, não sei onde fui buscar forças, mas apliquei-lhe uma esquerda bem no meio do olho. Esticada no chão, e sem forças, vi o leão afastar-se com um andar meio manco, ao mesmo tempo que presenciei, ao longe, o reencontro da cria gazela com a sua progenitora. O grupo veio, de imediato, ao meu encontro ver se eu estava bem, mas aquela descarga brutal de adrenalina deixou-me prostrada e sem reacção. Contudo, estava bem fisicamente e acabara de fazer o que nunca imaginei ser capaz …”

Esquerda: “Gatinho mau”, depois do confronto com EN Direita: Reencontro cria gazela

O final desta etapa foi na cidade de Mbeya, localizada no sudoeste da Tanzânia. Mbeya está situada a uma altitude de 1.700 metros e estende-se através de um estreito vale montanhoso, cercado por uma bacia de altas montanhas. Esta cidade foi, por altura de 1920, uma cidade invadida pela corrida ao ouro, atraindo inúmeros forasteiros, agricultores e empresários para a área. À passagem deste posto de controlo era visível algum desgaste nos rostos dos nossos aventureiros, assim como era audível uma verdadeira sinfonia de orquestra desafinada, com todo aquele som produzido maioritariamente por material de má qualidade e a necessitar urgentemente de manutenção.

Mbeya – Final da 12ª Etapa

Passaram mais de 6 meses, e os nossos companheiros descobriram, nesta etapa, a dezena de milhar nos seus conta-quilómetros. A Tanzânia representa o 11º país percorrido nesta PVTA e a 12ª etapa, com uma distância de 1456,4Km. Deixou de acumulado, desde a saída dos Descobrimentos, 10913,8km nos conta-quilómetros.

Progressão ao fim da 12ª Etapa PVTA

O final está perto e o mais difícil já terá passado. Força amigos, estamos convosco!

Até breve!

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 Tanzânia

Demografia: Em 2006, a população estimada era de 38 329 000 habitantes, com uma taxa de crescimento prevista de 2 %. A distribuição da população é extremamente desigual, com uma densidade que varia de uma pessoa por quilómetro quadrado em regiões áridas. Mais de 80% da população é rural. Os Masai, um dos grupos étnicos africanos mais bem conhecidos internacionalmente, preservam ainda muitas das suas tradições culturais, e são o único grupo étnico autorizado a viajar, livremente, pelas fronteiras entre o Quénia e a Tanzânia.

Cultura: Na Tanzânia são faladas por volta de 100 línguas, a maioria delas da família Bantu. Após a independência, o governo reconheceu que isso representava um problema para a unidade nacional, e como resultado introduziu a língua suaíli em todas escolas primárias, para ampliar a sua utilização.

Economia: A Tanzânia é um dos países mais pobres do mundo. A economia depende, consideravelmente, da agricultura e das exportações.

Religião: 30% da população é seguidora do cristianismo, 35% são muçulmanos e 35% seguem religiões tradicionais africanas.

Capital: Cidade de Dodoma. Dar es Salaam é a capital comercial e, também, a cidade mais populosa.

Moeda: O xelim tanzaniano (TZS, sigla internacional) é a moeda da Tanzânia desde sua independência em 1964, quando substituiu a moeda colonial inglesa. Cada xelim divide-se em 100 sentis. (1 Euro = 2.254,79 Xelims da Tanzânia em 15/6/2011).

Locais de interesse

Parque Nacional de Serengueti é um parque nacional de grandes dimensões (cerca de 40.000km²), no norte da Tanzânia. Este Parque, Património Mundial da Unesco, é famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas que acontecem de Maio a Junho. No Parque vivem mais de 35 espécies de grandes mamíferos como leões, hipopótamos, elefantes, leopardos, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos. O parque também possui hienas, chitas, macacos, além de mais de 500 espécies de pássaros.

A Garganta de Olduvai constitui um dos lugares mais importantes no leste da África, no que diz respeito a sítios e arqueologia pré-histórica. Actualmente, o governo tanzaniano prefere denominar o sítio com o seu nome original masai, “Oldupai”, e é assim, também, que se encontra escrito nas indicações das estradas. O nome provém da abundância, nesta zona, da planta do mesmo nome, cuja principal característica é reter água no seu interior.,Quando este líquido escasseia, é mastigada por elefantes e pelas pessoas.

Garganta de Olduvai

Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa montanha branca em Masai, ou Kilima Njaro, montanha brilhante em kiswahili), localizado no norte da Tanzânia junto à fronteira com o Quénia, é o ponto mais alto de África com uma altitude de 5 891,8 metros. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único. O monte e as florestas circundantes, com uma área de 75 353 ha, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção, e constituem um parque nacional que foi inscrito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1987, na lista dos locais que são Património da Humanidade.

Lago Vitória ou Victoria Nyanza (em língua suahili) é um dos Grandes Lagos Africanos, localizado num planalto elevado na parte ocidental do Grande Vale do Rift, na África oriental, e está sujeito a administração territorial pela Tanzânia, Uganda e Quénia. Com 68 870 km² de área (quase a mesma da Irlanda) é o maior lago do continente africano, o maior lago tropical no mundo e o segundo maior lago de água doce do mundo, em termos de área. É uma das nascentes do rio Nilo Branco.

Lago Tanganica ou Tanganhica (do seu nome em suaíli Tanganyika) é o segundo maior lago de África e é partilhado pela Tanzânia, República Democrática do Congo, Burundi e Zâmbia. Está localizado no braço ocidental do Grande Vale do Rift, a uma altitude de 782 m, estende-se por 673 km numa direcção aproximadamente norte-sul. É o lago mais longo do mundo. Tem uma largura média de 50 km e uma profundidade máxima de 1470 metros. Estima-se que este lago seja o segundo mais antigo e mais profundo do mundo. Para além de ser um excelente meio de comunicação, entre os países e povoações ribeirinhas, o Lago Tanganica é rico em peixes, sendo uma importante fonte de receita para os povos da região. Estima-se que cerca de 45 mil pessoas estejam directamente envolvidas nas pescarias, operando quase 800 centros de pesca. Pensa-se que mais de um milhão de pessoas dependam desta actividade. Devido à sua enorme profundidade, e localização tropical, as águas do lago não sofrem a viragem sazonal própria dos lagos das regiões frias e, como consequência, as suas águas profundas são consideradas “água fóssil” e são anóxicas (sem oxigénio).

Cratera de Ngorongoro, é uma das maiores atracções da Tanzânia. É também, considerada, a Arca de Noé da África Oriental por abrigar, no seu seio, a quase totalidade das espécies animais daquela região, integrados num ecossistema que ainda não foi afectado pela mão do homem. Observado do alto das suas falésias ou do fundo da sua vastíssima cratera, o Ngorongoro é um dos locais mais fascinantes de África. De facto, a cratera de Ngorongoro é um lugar muito bonito que abriga milhares de animais selvagens. Foi até chamada de “a oitava maravilha do mundo” por alguns naturalistas. A cratera fica a 2.236 metros acima do nível do mar e, é a maior caldeira intacta ou vulcão desmoronado do mundo. Mede mais de 19 quilómetros de diâmetro e tem uma superfície de 304 quilómetros quadrados.

Cratera de Ngorongoro

Catarata de Kalambo, no rio com o mesmo nome, é uma queda de água de 235m a sudeste do Lago Tanganica. Esta catarata é a segunda mais alta de África, logo após a catarata Tugela na África do Sul, com uma largura de cerca de 1km e uma profundidade de até 300m As suas águas desembocam no Lago Tanganica.

Cratera de Kalambo
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11ª Etapa Ed Dueim – Kampala (Uganda)

11ª Etapa Ed Dueim (Sudão) – Kampala (Uganda)

…o 10º país atravessado pelos aventureiros 4Fun, a caminho de Nampula…

 

Esquerda: Savana Africana Direita: Monte Stanley

Uganda, é um país localizado na montanhosa região dos grandes lagos africanos e, também é, o principal refúgio do gorila-das-montanhas. Este território, localizado no centro-leste do continente africano, é coberto por savanas e selvas equatoriais, possuindo um grande número de rios e lagos. Por ser uma região de relevo acidentado e vales profundos e extensos no centro e sul, a pluviosidade é abundante, por consequência da humidade das florestas equatoriais. Nas montanhas a oeste, dividindo a fronteira com a República Democrática do Congo, ergue-se um maciço montanhoso de vários picos nevados onde fica o monte mais alto do país, de seu nome Monte Stanley ou Monte Margherita, com 5.109 metros de altitude. A sudoeste, na divisão com o Rwanda e também com o Congo, existem, inclusive, algumas formações vulcânicas activas.

 

Esquerda: Savana Africana Direita: Gorila das Montanhas

Hoje, os nossos aventureiros puderam até dispensar um pouco mais de tempo na sua habitual comunicação, tendo sido a mesma partilhada pelo DN e pelo AAF…

“…o principal refúgio do gorila-das-montanhas. Esse filho da #%&#$ … de macaco que grande transtorno nos fez quando roubou a marmita dos pastéis de nata do amigo AAF. Bom, a parte positiva é que o grupo passou a perceber o que continha aquela caixa que o AAF não larga desde Portugal, nem por nada! Para terem uma ideia, quando paramos as bicicletas em algum lugar ou quando alguém as guarda a nosso pedido, a bendita marmita acompanha sempre o AAF, o que até era já motivo de chacota entre os 4Funners, pois já havia quem dissesse que dentro da caixa havia revistas e lingerie feminina…” DN

“Estou desolado com o sucedido. Não sei nem como vou conseguir continuar a viagem. Trago desde Lisboa a marmita cheia de pastéis de nata e tem sido este o meu alento para conseguir chegar a Moçambique. Qual vai ser a minha “cenoura” agora?” AAF

“Foi hilariante. Entrámos numa zona de floresta. Há muito que nos aproximávamos lentamente daquela mancha florestal, ao mesmo tempo que íamos ouvindo cada vez mais alto o guinchar da macacada. Eram horas de comer. Parámos na primeira sombra que encontrámos, o que se veio a revelar uma péssima decisão. Sentimo-nos observados o tempo todo. Entre assobios, roncos e guinchos, víamo-los agitados nas árvores. Após alguns instantes, o AAF retira do alforge a caixa mistério, como lhe chamávamos entre nós na brincadeira, e pousa-a em cima do mesmo tronco que usou para encostar a bicicleta, enquanto visualmente lhe passava revista. Nisto…” DN

“…um filho da #%&#$ dum macaco, desce velozmente de um tronco e leva a marmita para cima de uma outra árvore. Eu…” AAF

AAF é ‘fitato’ pelo macaco…

“…e a diversão começou. Primeiro, com um role de asneirada e em seguida com um espectáculo acrobático, pois contra tudo o que seria de esperar, o AAF desatou a trepar pela árvore acima! Quanta agilidade por parte do AAF, estamos todos surpreendidos! Bom, a perseguição foi o máximo. O AAF ‘voava’ atrás do macaco, saltando de árvore em árvore, perseguindo o macaco com a sua marmita nos dentes. Enquanto isso, um outro macaco vasculha os sacos dos alforges. Num dos saltos mais arrojados, o AAF deve ter revisto mentalmente os filmes do Tarzan e atirou-se a uma espécie de liana para balouçar mas a coisa…” DN

Esquerda: Perseguição de AAF ao macaco Direita: Macaco vasculha alforges de AAF

“…correu mal porque a suposta liana não era mais do que o rabo do cabr#$ do  macaco “assaltante”! Que grande tralho que eu dei. Caímos os dois redondos no chão. Eu primeiro, claro! Logo de seguida, levo com o macaco em cima e quando estou a tentar livrar-me dele, cai em cima de ambos a marmita, abrindo-se e espalhando os poucos pastéis de nada que me sobravam. Foi então que fiz o que pude! Atirei-me a um pastel agarrando-o com unhas e dentes, enquanto observava, sem nada conseguir fazer, todos os outros macacos que entretanto tinham descido do cimo das árvores, degustando-se com os restantes.” AAF

“Triste, o AAF arrumou seu único pastel de nata na sua amolgada marmita e prendeu-a de novo no alforge da bicicleta. Estava desolado com o sucedido. Montou a sua bicicleta e arrancou sozinho. Chamámo-lo mas ele nem olhou para trás. Arrancámos todos de seguida indo ter com ele. Tirando este incidente, sem consequências de maior, estamos todos de óptima saúde e de moral bem alta. Bom, agora… todos menos um, mas isso passa-lhe. De resto, o Uganda é um país lindíssimo! Um país alegre, com um clima maravilhoso, nesta altura do ano, e cheio de gente simpática que sorri à nossa passagem. Ah, e tem lagos e muita água para tomarmos banho, coisa que não fazíamos há já alguns dias o que, diga-se, funcionava até como repelente de insectos.” DN

Uganda, a pérola da África, situado no coração geográfico do continente Africano, um país com um cenário natural fantástico e um rico mosaico de tribos e culturas. Os nossos aventureiros já elegeram este país como o mais belo, seguro, simpático e atraente de África, pelo menos até agora… tirando os macacos…

Por agora, o grupo permanece na capital do país, Kampala, aproveitando para comprar alguns alimentos e alguns bens mais necessários. Fala-se, inclusive, da possibilidade de permanecer um ou dois dias nesta cidade, aproveitando o conforto do Apoka Lodge (http://www.travellerspoint.com/accommodation/pt/43638-Apoka-Lodge/) para descansar e conhecer um pouco mais a cidade e seu povo. Desde Ed Dueim, etapa anterior no Sudão, foram percorridos 2.236,4km sem quaisquer incidentes, para além daquele já relatado.

Capital: Kampala

Desde o arranque da PVTA, foram já relatados, perdão, pedalados dizia eu, 9.457,4Km em 10 países distintos, estando os nossos amigos a somente 221,5km da entrada na Tanzânia.

Progressão ao fim da 11ª Etapa PVTA

Divirtam-se e desfrutem que aí… “tá-se” melhor do que aqui. Ai “tá-se… tá-se”!

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Uganda

Demografia: Uganda tem cerca de 24 milhões de habitantes, vivendo principalmente à beira dos Grandes Lagos Africanos. Existem 39 dialectos africanos no Uganda, sendo o mais falado, por cerca de 16% da população, o “ganda”. Este grupo, designado por buganda, é o principal grupo étnico deste país. A língua oficial é o inglês.

Grandes Lagos Africanos: Conjunto de lagos de origem tectónica, localizados na África Oriental, que incluem alguns dos lagos mais profundos do mundo. A maior parte destes lagos foi formada há cerca de 35 milhões de anos no Vale do Rift Ocidental – complexo de falhas tectónicas criada com a separação das placas tectónicas africana e arábica. O Uganda abriga o segundo maior lado do mundo, Victoria, fonte do maior rio do mundo, o rio Nilo.

Religião: Uganda é um país maioritariamente cristão. De acordo com os censos realizados em 2002, a população divide-se ao nível religioso da seguinte forma: 83,9% da população segue a doutrina cristã (42% são Protestantes e 41,9% são Católicos), 12,1% são Muçulmanos e a restante população ou não tem religião ou pertence a uma outra minoria.

Política: A república do Uganda, assim é oficialmente designada, trata-se de uma república democrática, segundo o qual o seu presidente é simultaneamente chefe de estado e chefe de governo. O poder executivo é exercido pelo governo e o poder legislativo pela Assembleia Nacional.

Economia: Uganda tem importantes recursos naturais, incluindo, solos férteis, chuvas regulares e razoáveis depósitos minerais de cobre e cobalto. A agricultura é o principal sector da economia, empregando cerca de 80% da força de trabalho. O café é o principal produto agrícola exportado. O Uganda tem uma das economias de África com o crescimento mais rápido, desde 1986. Este país tem registado uma expansão das infra-estruturas com um correspondente aumento também do turismo.

Clima: Tropical. Uganda tem um clima temperado, com temperaturas em torno dos 16-26ºC (Abril-Novembro) e mais de 30ºC nas estações quentes (Dezembro-Março).

Capital: Kampala, é também a cidade mais populosa

Língua Oficial: Inglês

Presidente: Yoweri Museveni (1986)

Área Total: 241 mil km2

População: 31 milhões de habitantes, dados de 2008

Moeda: Xelim Ugandês (UGX) 1€ – 3328,83 UGX

Fuso Horário: GMT + 3h (Sem hora de Verão de momento)

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